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Calefi PHS, Osaki RB, Evedove NFD, Cruz VM, Andrade FB, Alcalde MP. Cyclic and torcional fatigue resistance of W File and X1 Blue file reciprocating instruments.

Dental Press Endod. 2020 May-Aug;10(2):60-6.
DOI: https://doi.org/10.14436/2358-2545.10.2.060-066.oar

O clínico geral ou Endodontista busca aliar qualidade e custo-benefício na seleção dos instrumentos mecanizados de NiTi em sua prática clínica. Atualmente, temos uma  grande variedade de marcas disponíveis, o que pode dificultar a seleção ou, até mesmo, confundir o clínico. Além disso, os estudos de propriedades mecânicas têm demonstrado que aquela popular frase “Instrumento de NiTi é tudo igual, tanto faz” é um tremendo equívoco.

            O objetivo deste trabalho foi avaliar a resistência à fadiga cíclica e torcional dois sistemas reciprocantes de preparo do canal radicular, o sistema W File 25.07 (TDK) e X1 Blue File 25.06 (MK Life). Para isso, os autores utilizaram metodologias de fadiga cíclica e torcional previamente publicadas em revista de alto impacto.

            O teste de fadiga cíclica foi realizado em simulado a temperatura do canal radicular (36 ± 1°C) em um canal artificial com 5 mm de raio e 60° de curvatura. Os instrumentos foram ativados no movimento “Wave-One All” até que a fratura dos instrumentos ocorressem. Já os testes de torção, avaliaram o torque máximo (N.cm) e a deflexão angular (° – Distorção) para a fratura dos 3 mm iniciais das pontas dos instrumentos.

            O resultado do teste de fadiga cíclica demonstrou que o instrumento X1 Blue File apresentou significantemente maior tempo para a fratura em comparação com o sistema W File. Em relação ao teste de torção, o instrumento W file apresentou maior torque para a fratura e menor deflexão angular em comparação com o sistema X1 Blue File. Em uma análise suplementar, os autores avaliaram a área de metal da secção transversal dos instrumentos para relacionar com os resultados encontrados. Os resultados demonstraram que o instrumento X1 Blue File apresentou menor area de volume de metal, auxiliando na justificativa da maior flexbilidade deste instrumento.

            Embora os autores tenham comparado dois instrumentos reciprocantes, os quais teoricamente possuem a mesma função ou  até poderiam ser considerados iguais, os resultados demonstraram que os instrumentos apresentam comportamentos mecânicos completamente diferentes. Ou seja, o desempenho clínico também serão diferentes. A maior flexibilidade do sistema X1 seria indicado para anatomias com canais mais curvos, assegurando menor propensão de desvios e fratura por fadiga cíclica. Por outro lado, o instrumento W File seria seguro em canais com mais atresiados e mais retos, o que são minoria na prática endodôntica.
            É importante salientar ao leitor que os estudos mecânicos possuem o objetivo de avaliar as propriedades mecânicas dos instrumentos, gerando conhecimento ou indicação de quais seriam os limites de segurança destes instrumentos. Por isso, é fundamental que o clínico saiba selecionar o seu instrumento de acordo com a anatomia, pois o emprego inadequado de um instrumento poderá a levar a complicações durante o tratamento.

Se desejar baixar o PDF do Artigo, clique aqui ou leia o artigo abaixo.

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